Vamos falar sobre sexo?

(Em construção)

Sentimos vergonha em dizer que nos masturbamos, ainda mais para uma rede de desconhecidos. 

Mas sinceramente.. temos que passar a tratar o assunto com a naturalidade e sem a erotização que merece. É natural se masturbar. Não é natural falar sobre isso, mas deveria ser. O sexo e, portanto, a masturbação, não deve ser relacionado ao obscuro, escondido ou errado. Desde que todo mundo seja respeitado na equação e que não hajam situações com oprimidos ou opressores, deve se tornar natural sim falar sobre isso. Dá pra se masturbar sem erotizar alguma pessoa sim. Dá pro ato ser de auto conhecimento e de lazer sim, sem ofender ninguém ou ter qualquer componente negativo e imoral relacionado. Depende do que você pensa e o que te motiva a. Se você acha que não dá, então é melhor rever o que de fato está errado, se o ato de masturbar-se ou os seus pensamentos.

E defender a naturalização do sexo e da masturbação, já que todo mundo faz (mesmo aqueles que sentem peso na consciência religiosa fazem sim), não significa que todo mundo vai entrar numa grande suruba. Nada a ver. Significa que cada um vai continuar fazendo o que já faz, mas sem ser hipócrita ou sem o peso do falso moralismo religiosamente imposto. Devemos sim falar sobre isso, naturalmente, com respeito a si e ao outro que está ouvindo. Deixemos a hipocrisia de lado e assim, quem sabe, conseguiremos lidar melhor com as brochadas da vida, com as frustrações dos ‘nãos’ recebidos.

Com a queda da hipocrisia, quem sabe trocaremos dicas de como fazer melhor e poderemos combater a negatividade atrelada ao sexo e à masturbação. Passaríamos a nos importar mais com a qualidade das relações sexuais e menos com a quantidade. Será possível desassociar filme pornô e objetificação da mulher com o prazer pessoal. E mais ainda, combateríamos mais facilmente a violência psicológica e física que as mulheres, principalmente, sofrem. Assim poderemos combater melhor o desrespeito contra as mulheres, pois qualquer violência seria mais facilmente resolvida, já que falar sobre isso não constrangeria, nem envolveria um tabu, e a resolução de um problema envolvendo a sexualidade não dependeria da falsa moralidade religiosa e da moralidae patriarcal, mas sim, e apenas, dos trâmites legais.

Isto é, naturalizar a fala sobre o sexo e a masturbação seria uma forma de combater o machismo, visto que as mulheres poderiam falar mais abertamente sobre as violências que sofrem ou sofreram sem o estigma de estar falando sobre sexo. E, ainda, os homens poderiam participar dessas conversas sem achar que a mulher está querendo transar com ele por estar falando qualquer coisa sobre sexo. Para isso precisamos naturalizar FALAR sobre sexo e masturbação, porque o FAZER todos fazem, não é mesmo? O fazer já é naturalizado, afinal todo mundo em idade reprodutiva faz um dos dois. É uma necessidade fisiológica e uma estimulação psicológica e sensorial. Por mais que as religiões tentem condenar o sexo sem fins de procriação e a masturbação há um bom tempo, todo mundo faz.

Mas veja bem, naturalizar a fala sobre sexo e masturbação não dá o direito de alguém falar obscenidades pra outra pessoa. Se pensas assim, é porque vês na fala a possibilidade de prevalecer o lado perverso do sexo (talvez o teu próprio lado), que já existe hoje em dia. Se pensas assim, peço que pratiques a reflexão em busca do auto-conhecimento. O que condenas é o que temes ser? Por que condenar uma prática natural? Não achas que é justamente a condenação que possibilita o desenvolvimento do lado perverso? Essas perguntas são iniciais, e sugiro que penses sem auto-engano, deixando teu ego e orgulho de lado para refletir consigo mesmo, e pensando profundo (pense, por exemplo, nas origens das tuas crenças, no contexto delas, no teu contexto familiar e de vida).

Bem, a luta definitivamente não é da perversão ou da falta de respeito. É da naturalidade. A fala que proponho deve estar banhada, inclusive os pensamentos que a geram, pelo respeito a si e ao outro que te escuta, bem como o respeito a todas as pessoas com as quais você se envolve sexualmente, seja na imaginação ou na realidade. As falas e pensamentos têm que ser livres de qualquer tipo de machismo, achismos e julgamentos. E, de repente, veremos a queda dos degradantes filmes pornôs que “educam” negativamente nossas crianças, estereotipam as mulheres como objetos e o sexo como sendo algo violento ou degradante. Sexo não precisa ser isso. Pode ser natural, tranquilo, positivo e respeitoso. Vamos naturalizar a fala sem perversidade, e estimular o respeito ao nosso corpo e aos outrxs?

(continua..) Falar sobre os bonobos, e sociedades antigas como os espartanos e gregos.Embasar melhor os fatos históricos religiosos. Mencionar a diferença entre as religiões europeias e africanas.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s