Por que um só diretor\presidente?

Por que nomear um diretor? Um presidente? Como se uma única pessoa pudesse pensar melhor do que duas juntas. Já três eu diria que é demais, porque para os três chegarem a um acordo demandaria mais tempo. Mas ainda assim três seria melhor do que um.

Petrobrás nomeia novo presidente para “propor as bases, diretrizes e coordenar a elaboração do Plano Estratégico e dos programas anuais e Planos Plurianuais” (jornalggn.com). Sabemos que por trás de um diretor existe uma equipe que o auxilia a tomar as decisões. Mas em geral, espera-se de um diretor tomadas de decisões perfeitas, não vinculadas com problemas diários e sensações subjetivas, que podem levar a não tomar a melhor das decisões. E se fulanx tiver lábia, ele consegue convencer todo mundo mesmo sobre uma má ideia.

Então porque não adotamos o modelo não ditatorial de dois presidentes? Já que o maioria do mundo não vive sem hierarquias, escolhamos pelo menos um sistema de tomada de decisão que não endeuse ninguém (ou demonize apenas um). Dois presidentes não é o mesmo que um presidente e um vice-presidente. É só tomar uma decisão quando os dois estiverem de acordo. É trabalhar todo o tempo articulados, com constante diálogo. Ora um pode fazer o papel social e o outro mais técnico, ora inverter, ou ambos. a dinâmica tem que ser fluida, conforme os jeitos e trejeitos dos personagens.

Mas porque escolher só um? Pra alimentar o ego e o sentimento de competição. Só um pode chegar ao topo. Só um pode ganhar a competição e ser o melhor. E qual é o problema se a competição deixar de ser uma motivação intrínseca do ser humano? Porque do jeito como estamos já estrapoladmos para a competição saudável para a perversa, onde nada mais importa se não o próprio umbigo e de seu grupo seleto, seja familiar, religioso ou social.

Temos que pensar em novas formas de “mandar” pra ver o mundo mudar. O ideal seria mesmo ninguém precisar mandar em ninguém, todo mundo ter oportunidade de mergulhar na política, economia, ciências e filosofia e cada um opinar por si mesmo em uma mega plataforma virtual de decisão, ao modelo da sociocracia em uma mega escala (talvez já exista um modelo ampliado, preciso ler mais sobre isso). E sem interesses perversos de alto consumismo, poderemos viver em paz com nossa própria espécie. Porque não é que estamos destruindo a natureza, ela sempre existirá, independente da gente (existe até fungo que deteriora plástico!). Estamos sim destruindo a nós mesmos. Só os mais adaptados viverão. Só não sabemos ainda se os mais adaptados são aqueles conservadores, que mantém tradições religiosas estáticas, e que lutam pelo benefício próprio em detrimento do empobrecimento de uma maioria; ou aqueles que vem se adaptando à cultura do respeito e liberdade, que percebem a importância do bem estar de todos para garantir o próprio bem estar; ou o meio termo, que só quer saber de sobreviver, não importa como.

Quem será?

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