Mulheres, nossa luta de cada dia

Recortes do livro

Feminismo e Política

de Luis Felipe Miguel e Flávia Biroli

Aí você pensa “Um homem falando de feminismo?!”. Por menos comum que seja alguns deles estão intrinsecamente interessados em melhorar o mundo, sem tirar nossa vez ou voz. Neste caso, ambis is autoris são professoris da  Universidade de Brasília, ministram uma disciplina na pós-graduação na área de gênero e política, e coordenam um grupo de pesquisa sobre Democracias e Desigualdades (Demodê). Isto é, ambis são parceiris e contribuem conjuntamente com conhecimento científico para a vitória gradual de nossa luta de cada dia.

Nota

Escreverei o plural utilizando o i, sem distinção de gênero, para confrontar as normas formais da nossa língua, que contribuem para a naturalidade do masculino ser entendido como o genérico da humanidade (p.15), e também pra sair da binariedade. Assim (até meu entendimento atual) contribuo, minimamente que seja, com a luta de não excluir quem quer que seja, independente de gênero. Tipo assim.. poderia substituir o artigo o pelo a, combatendo o legado patriarcado. Mas por que não ampliar a luta? O feminismo e o orgulho LGBT tem se unido, para juntis lutarmos com mais força por um mundo melhor. Portanto, mudemos para uma forma que não gere outros tipos de exclusão.

E não, isso não significa que você tem que ser não-binário. Seja o que você quiser. Mas do mesmo jeito que ninguém pode te impor a ser não-binário, ninguém pode impor alguém a ser cis-gênero. E, se esse tipo de luta simples, embora trabalhosa e importante, te irrita, só lamento pelo teu incômodo. Porque a verdade é que seguiremos lutando. Com respeito, tolerância e coerência ao nosso radical. Mas sem conivência. Zero conivência. E espero que possas enxergar de outra forma com o tempo. E se a tua luta é a minha, juntemo-nos 🙂

Então pense no i como sendo a cor amarela – nem rosa, nem azul. E isso significa que você pode gostar sim mais de rosa ou de azul (e claro, de qualquer outra cor). O fato é que o amarelo não impõe, nem exclui. Algumas pessoas resolvem esse problema escrevendo com o x ou o @, mas  eles são inpronunciáveis quando se lê em voz alta. Outros usam o e, mas ele só resolve o problema quando os sujeitos terminam em a ou 0, mantendo o problema quando as palavras podem terminar em es ou as como em trabalhadores\trabalhadoras, nadadores\nadadoras. Portanto, para incluir cis,trans-gênero, utilizarei o i (como Muçum fazia, né?).

Aqui apresentarei alguns recortes do livro, enquanto o leio. Mais um diário pessoal, um HD externo para meu cérebro, do que qualquer outra coisa.

 

Referência

Miguel, Luis Felipe, & Biroli, Flávia. Feminismo e política: Uma introdução. 1 ed. São Paulo: Boitempo, 2015.
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