Fechado para “balanço”

Ando meio insatisfeito com a forma como tenho levado o blog e pretendo repensá-lo. Foram 7 ou 8 meses nessa primeira experiência com a idéia de blogar e farei um pequeno intervalo. Aos que entrarem aqui procurando um possível post novo: me desculpem. Até logo…

Publicado em:  on 09/02/2010 at 12:02 Comentários (1)

A verdade: que país de merda…

A verdade? A gente vive em um país de merda.

Um país onde uma pessoa honesta é injustiçada, recorre à justiça, espera 10 anos e não vê a resolução do seu problema, vê somente uma resolução teórica que nunca se realiza na prática.

Um país onde ser artista e viver para a arte é quase que um atestado de pobreza, uma tentativa desesperada de viver de forma digna através do que realmente ama.

Um país onde fazer Direito funciona porque conhecendo a lei pode-se roubar mais; e ser político é ainda melhor, pois dessa forma pode-se simplesmente passar por cima da lei ou ainda “fazê-las” conforme lhe convier.

Um país onde ricos roubam porque são ricos e pobres morrem de fome porque são pobres, essas duas coisas acontecem aos olhos de todos e ninguém sequer abre a boca para reclamar.

Um país onde BBB tem dez edições, a gasolina custa um absurdo somente porque alguém que lucrar ainda mais, música da pior qualidade é sucesso nacional e todo mundo acha tudo isso normal.

Sinceramente? Que grande Brasil nós temos… grande e minúsculo – como se isso fosse possível –  em cultura, grande em riquezas para alguns e paupérrimo para outros e muitíssimo pobre de caráter. É a minha conclusão todas as vezes que paro para pensar nas coisas que vejo e vivo. Nessas horas, tenho uma vontade tão grande de poder deixar tudo isso para trás e viver em um PAÍS de verdade.

Dream Theater – Images and Words

Essa semana temos mais uma recomendação do meu “lado negro da força”: rock/metal. Se por acaso existir alguém que vez por outra aparece por aqui e vê minhas recomendações de discos, esse alguém vai perceber que indico poucos discos de rock ou metal e com certeza vai estranhar o fato de eu ter nascido e sido criado nessa linha de som e até hoje escutar muito. Apesar de ultimamente eu ter “me vendido” e estar escutando muita música brasileira e outras coisitas mais, meu coração sempre bate forte pelo bom e velho rock ‘n’ roll. Levando tudo isso em conta, trago esse “fantárdigo” disco de uma das minhas bandas prediletas. É um clássico da banda e definiu a cara dela por muitos anos, definiu tanto que muitos – inclusive eu – tomam essa fase da banda como o referencial e qualquer outra “linha” de som como uma mudança perigosa. Acho que não há outra classificação pra esse disco além de metal progressivo dos bons… Enjoy!

1. Pull Me Under

2. Another Day

3. Take The Time

4. Surrounded

5. Metropolis – Part I

6. Under A Glass Moon

7. Wait For Sleep

8. Learning To Live

Publicado em:  on 08/02/2010 at 0:26 Deixe um comentário
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Vanilla Sky

Pense em um filme louco… como se fosse um quadro surrealista. Foi essa a descrição que usei após um amigo recomendar o filme e eu ter assistido na semana passada. Não é um filme feliz, o que é bem comum em dramas (e talvez seja esse o motivo pelo qual eu não costumo assistir dramas que não sejam recomendados por alguém). Eu achei um tipo de filme como se fosse o Ed Motta… ou você acha bom ou acha horrível, não existe meio termo. Traz uns questionamentos bem interessantes e talvez seja preciso assistir duas vezes para “abranger” todos eles. Eu gostei.

“Sinopse: Em Nova York são narrados em flashback fatos angustiantes da vida de David Aames (Tom Cruise), um jovem empresário que é dono de um império editorial. David tem sua vida modificada quando conhece Sofia Serrano (Penélope Cruz), uma bela jovem por quem se apaixona .Tal relacionamento desperta ciúmes em Julie Gianni (Cameron Diaz), uma “amizade colorida” de Davis, que quer muito mais que mero envolvimento sexual com ele. Um dia, após sair da casa de Sofia, David encontra Julie, que usando o pretexto de querer conversar com ele o convence a entrar no carro dela. Em um ímpeto de loucura, e cega por se sentir preterida, ela lança o carro por cima de um viaduto. Ela não resiste ao impacto e morre. David sobrevive, mas fica com o rosto bem desfigurado e entra em coma, ficando neste estado por três semanas. Ao se ver David fica traumatizado e oferece qualquer quantia para reconstruírem seu rosto. Repentinamente realidade e fantasia se confundem de forma assustadora.

Publicado em:  on 04/02/2010 at 10:31 Deixe um comentário
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John Mayer – Room for Squares

Esse foi um dos discos que ia fazer aniversário aqui no PC e eu nunca tinha parado para escutar. À princípio achei que o John Mayer fosse um “guitarrista” – entre aspas porque quis dizer no sentido mais comum, tipo um “guitar hero” -, mas acabei descobrindo que era um guitarrista que cantava e fazia sucesso, ou seja, virou um artista que toca guitarra (sem querer desmerecer ou insinuar que ele é um mau guitarrista, na verdade gostei muito). Não sei nos outros discos, mas nesse aí o lance é pop/pop rock e é super feliz. Gosto das melodias, da sonoridade, dos timbres de guitarra e até da voz dele; ouvi o disco umas três vezes seguidas e ele tem revezado na vitrola com o disco do Jeff Buckley recomendado na semana passada. Indicado em todos os aspectos com exceção das letras – porque não conferi, pra ser sincero -, por incrível que pareça; esse disco realmente me surpreendeu.

1. No Such Thing

2. Why Georgia

3. My Stupid Mouth

4. Your Body Is A Wonderland

5. Neon

6. City Love

7. 83

8. 3×5

9. Love Song For No One

10. Back To You

11. Great Indoors

12. Not Myself

13. St. Patrick’s Day

Publicado em:  on 01/02/2010 at 0:01 Deixe um comentário
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Afinal de contas… Deus?

Ontem saiu o resultado da UFBA e logo o orkut se encheu de “resultados”; todo mundo mostrando a sua mais nova conquista no “status” do Orkut. Antes de mais nada: eu não passei e acho super legal demonstrar a felicidade ali no status, todos têm o direito. Os que me conhecem e sabem que eu critico muito, não se apressem… não vou criticar a felicidade alheia ou coisa assim. O motivo do post de hoje foi um dos status que dizia assim: “Deus é fiel!”. Nesse caso, especificamente, a pessoa que usou essa frase é de fato comprometida com Deus e sua Palavra; o que me incomoda, na verdade, são algumas coisas que vejo no orkut com relação a Deus. Exemplo: “Cinco coisas sem as quais não consigo viver: Deus, …” e quando você vai ver, a pessoa na verdade nunca nem se perguntou quem é Deus. Sendo sincero e usando poucas palavras? Deus não se importa se você diz que Ele é fiel ou acredita nEle, mas se importa no significado que Ele tem para você e em sua vida; a Palavra de Deus é clara: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” (Jo 14:21) ou ainda “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” (Mt 7:21). Abra os seus olhos para o destino da sua alma e pense duas vezes antes de colocar Deus como paixão no seu orkut ou “coisa que você não consegue viver sem”, abra a Bíblia e procure conhecer esse Deus.

“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc 8:36)

Tudo Acontece em Elizabethtown (Elizabethtown)

Confissão: eu gosto muito de comédias românticas. É, eu gosto de filmes violentos, complexos e inteligentes… mas também gosto das comédias românticas. Quando não estou com nenhum humor específico (em termos de filme), escolho um desses “filmes de mocinha” e assisto; passa o tempo, me divirto e esvazio a cabeça. Esse aí eu li em algum lugar que era legal e acabei vendo; de fato, achei muito legal e veio parar aqui. Enjoy!

“Sinopse: Após provocar um prejuízo de US$ 972 milhões para a Mercury, a maior empresa de esportes dos Estados Unidos, ao elaborar um tênis que foi um fiasco, Drew Baylor (Orlando Bloom) é demitido pelo magnata Phil DeVoss (Alec Baldwin). Ellen Kishmore (Jessica Biel), sua namorada, acaba com Drew. Ele decide cometer suicídio e estava para executá-lo, quando o celular toca. Drew atende e sabe através da sua irmã, Heather (Judy Greer), que o pai deles, Mitchell (Tom Devitt), morrera de infarto em Elizabethtown, Kentucky, cidade-natal de Drew. Heather diz que ela e a mãe deles, Hollie (Susan Sarandon), precisam do apoio dele e, além disto, teria de ir até Elizabethtown para ajudar a organizar o funeral. No vôo ele conhece Claire Colburn (Kirsten Dunst), uma aeromoça que lhe dá alguma esperança no futuro. Porém este futuro pode ser incerto, pois as pessoas que crêem nele são os moradores de sua cidade, que o julgam um vencedor. Mas logo será publicado que Drew cometeu um dos maiores fiascos comerciais do país.

Publicado em:  on 27/01/2010 at 0:43 Comentários (6)
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Jeff Buckley – Grace

Esse eu conheci semana passada e gostei muito. Passa uma sensação meio que de “melancolia”, mas não é necessariamente triste; como disse um amigo: “o disco dá saudade… nostalgia”.

1. Mojo Pin

2. Grace

3. Last Goodbye

4. Lilac Wine

5. So Real

6. Hallelujah

7. Lover, You Should’ve Come Over

8. Corpus Christi Carol

9. Eternal Life

10. Dream Brother

Publicado em:  on 25/01/2010 at 0:01 Comentários (1)
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“Arte pela arte”

Não, na verdade não pretendo defender a arte como puro objeto de apreciação ou expressão de beleza, nem admito que a arte seja desprovida de qualquer intenção ou utilidade. Quero defender justamente o contrário: que a arte, especialmente a música, deve ser apreciada e passa a existir a partir da expressão de um sentimento ou intenção, podendo ter alguma utilidade ou função.

O que acontece é o seguinte: eu enxergo o Ed Motta como um artista nato, uma pessoa que transpira arte e que vive através dela e para ela. Tenho escutado muito o trabalho dele e buscado vídeos, tanto de músicas como de entrevistas – gosto de ouvir a opinião de alguns artistas sobre as mais diversas coisas. Acabei chegando a um vídeo no YouTube que era uma suposta briga, no programa Altas Horas. Como vocês verão se assistirem ao vídeo, Ed Motta critica “duramente” um “crítico de música” chamado Álvaro Pereira Júnior, que estava no programa sendo “entrevistado” pelo Serginho Grosmann e na realidade não é músico, pesquisador ou estudioso de música – se é que é possível ser uma dessas últimas duas coisas sem ser músico. O Ed Motta fez uso de uma infeliz frase que é atribuída ao Frank Zappa e que diz assim: “Quem sabe faz, quem não sabe ensina e quem nem isso consegue fazer vira crítico”; a única parte dessa frase que eu concordo é a primeira: “quem sabe faz”. Fora isso, não sei sob que aspecto ensinar é algo ruim e também não sei qual a relação entre criticar e não saber fazer música, visto que o próprio Ed Motta faz boa música e é muito crítico – sim, eu percebi que ser crítico é uma característica e crítico de música uma “profissão”, mas acho que ser crítico de música não impede ninguém de ser qualquer outra coisa. Agora que existe um “contexto”, vamos ao ponto principal, ao motivo que me trouxe aqui: a apreciação e valorização da música.

A minha tão amada música tem sido esquecido como arte e vista, na indústria do entretenimento, como produto com função quase que natural de gerar dinheiro – não para o artista, é claro. Justamente por isso enxergo no Ed Motta um artista nato, porque ele faz, pesquisa e ouve musica por amor, não por dinheiro. O próprio Ed Motta faz comentários sobre o seu sustento a partir da música em vídeos como esse, mas sempre ressalta a sua vontade de fazer arte como lhe vem à cabeça, sem se preocupar com a aceitação do mercado, a satisfação da gravadora ou a apreciação do seu próprio público; ele tem em mente que a arte é dele, feita conforme ele quer, apreciada por quem gosta e que toda arte deve ser assim, a vontade do artista. Onde está a real valorização da música com críticos que não são músicos e nada entendem de música, com gravadoras que manipulam e “oprimem” seus artistas moldando-os ao modelo comercial que dá certo ou nos artistas que buscam fazer o que vai lhes render dinheiro? Eu sei que infelizmente nem todos os músicos e artistas têm a possibilidade que o Ed Motta tem, lembrando inclusive que o próprio Ed Motta provavelmente não pode fazer o que bem entende, mas eu espero que existam mais artistas transparentes, sinceros e que façam música com sinceridade, façam a música que têm dentro de si; espero que haja mais gente assim para fazer, apreciar e valorizar a boa música.

Humildade?

É engraçado como, em geral, as pessoas que são mais talentosas, habilidosas e experientes em determinado assunto são humildes e bastante simpáticas com aqueles menos habilidosos ou experientes; e no caso dos que não são assim tão “tão” na tal coisa, costumam ser arrogantes. Não vou dizer que é SEMPRE assim, porque toda regra tem seus casos excepcionais, mas acontece bastante. É ridículo ver aquele cara que nem joga tão bem assim se achando e tratando mal os que não jogam como ele, assim como é muito legal encontrar alguém que joga absurdamente bem e é humilde.

Não é nenhuma falha absurda não ser muito humilde. Além de existirem muitos outros defeitos que muitas pessoas têm, existem piores – no sentido de serem mais prejudiciais aos outros e ao próprio detentor do defeito -, contudo, é um defeito pouco corrigido e a humildade é uma virtude pouco lapidada – inclusive por mim.